Último dia do ano para rever os coleguinhas. Último dia de a professora de ver seus “queridos” aluninhos. É a tão esperada formatura da 1º série (inicial).
O auditório já estava lotado de gente, havia mães por todos os lados, professoras indo e vindo atrás de alunos (inclusive buscando eles perdidos entre as cadeiras), e estava tudo ocorrendo mais ou menos como o esperado. Os alunos já haviam ensaiado por várias semanas, tudo para estar perfeito na formatura; a primeira formatura deles, a primeira de muitas.
- Crianças, aqui todas juntas. Vou explicar umas coisinhas bem rapidinho. Meninos na fila da esquerda e meninas na fila da direita. Não puxem ninguém, não gritem, não falem nada em hipótese alguma, sorriam, apenas isso... ah, e caminhem e sentem como o combinado. Vai ser tudo um sucesso – assim espero. A professora estava nervosa.
Os alunos já estavam formando suas filas, tudo na mais perfeita ordem até que o menino que estava no meio das duas filas, disse pra professora que não sabia o que era direita. A professora, que já estava ficando esquentada, disse com um sorriso disfarçado que era a que TODOS os meninos estavam. Então ele logo soube o lugar dele. As meninas estavam conversando entre si, um grupinho de cinco meninas, começaram a rir e apontar para o primeiro menino da fila da direita, todos olharam e perceberam que o menino estava usando meias rosa; foi a piada do momento. O menino começou a chorar e disse logo que foi o que sua mãe lhe impôs a usar, enfim, a mãe dele era louca, todos sabiam.
O rapaz em frente às filas gritou que faltavam seis minutos para a entrada da turma. A professora tremeu e lhe lançou um olhar de quem diz: vai-te catar.
As meninas do fundo da fila da esquerda começaram há ficar um pouco assustadas, e de repente foi a gritaria da turma. Elas simplesmente desmaiaram. É, isso tudo porquê o menino mais peste da turma cortou o dedo da mão só para ver se elas iriam mesmo desmaiar ao ver sangue. Santa criancinha. A professora começou a ficar tonta e percebeu a aglomeração de mães em volta das criancinhas, é, agora elas todas juntavam suas filhas e ameaçavam a professora de falta de cuidado com elas. A mulher, professora, que já estava prestes a demitir-se, simplesmente sorriu, de medo talvez.
Agora o rapaz grita novamente, bem mais alto do que antes, como provocação, que faltavam apenas quatro minutos. A professora novamente lança um olhar ameaçador, mas não fala nada, a coitada não tinha mais nem forças depois da ameaça das mães.
Uma das meninas disse que queria ir ao banheiro e que não podia esperar, tinha que ser rápido. A mulher, que nem esperava mais ser chamada de professora, olhou e pediu, implorou para que ela não fosse, mas a garota disse que era MUITO necessário. Tudo bem querida, mas vá em um minuto, pediu a professora. Outras duas alunas saíram da fila porque queriam ir falar com suas mães. Mais um menino da fila da direita colou chiclete no cabelo do menino em sua frente e já começou a briga. – Crianças, crianças, parem já com isso, gritava a mulher, sem nem ser ouvida, claro. Os seguranças começaram a separar os alunos e enquanto isso mais crianças saíram de suas filas. A mulher, professora, já estava enlouquecida.
O rapaz em frente às filas grita novamente e diz que faltam apenas dois minutos, mas a professora nem olha para ele, está catatônica olhando para o chão, seus próprios pés. O DJ que iria colocar a música escolhida pelas crianças chega na hora e diz que não encontrou o CD da Xuxa que ele tinha, então as crianças iriam ter de entrar com outra música, uma música aleatória. Tudo bem, tudo bem, ninguém nem pensava mais nisso, não tinha nem crianças quase nas filas.
O rapaz grita novamente e diz que já era hora da entrada. A professora olha para os dois lados e não vê ninguém, entra sozinha, sobe ao palco ao som de bananas de pijama (super retro).
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Formatura do Inferno
Domingo, 28 de Junho de 2009
Liberdade
O que é ser livre? Isso é literalmente amplo, sem parar;
Me faz querer seguir seus passos, viajar;
Lutar apenas por vontade, de perder;
Esquecer por um momento, e viver;
Torcer por algo já perdido, e gritar;
Gritar feita uma louca, e chorar;
Ter livre espontânea vontade, pra sofrer,
Me perder por tantas ruas, e correr;
Pedir a Deus para que me faça por um minuto, voar,
Ou pedir apenas para o vento, me levar;
Correr apenas por vontade, de sentir,
A brisa passando de leve pelo rosto, e mentir;
Mentir principalmente para mim mesmo,
Que a vida seria simples demais para viver,
Com a simples opção se trabalhar para comer;
Não quero ter de esperar, pra depois;
Por alguém ou por algo, que não vem;
Deitar a noite na cama e rezar, para ninguém;
Pedir, pedir e depois agradecer;
Sendo que tudo o que quero, é correr;
Flutuar novamente, sem parar;
Me perder novamente pelo mundo, e não voltar;
Não voltar pelo simples fato, do querer;
Ligar um dia para um amigo, e dizer;
Dizer que não voltarei, por voltar;
E impor uma condição, pra lutar;
Lutar pela falta de vontade, de voltar;
E um dia simplesmente dizer;
Que tudo que um dia me fez falta foi o mundo,
E que tudo que quero é fugir;
Lutar, correr e amar,
Algo simples e grande,
Pra quem só quer lutar;
Pela simples vontade de ter,
Liberdade para tudo o que for,
E viver.
Simplesmente LIBERDADE!
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Quem quer que seja essa não sou eu

Não sou por completo o que quero ser,
Não aprendi por completo a voar,
Não falei por completo o que sempre quis dizer,
Não acredito em nada por completo que possa me machucar.
Sim, sempre tentei ao máximo ser,
Sim, sempre aprendi ao máximo a voar,
Sim, sempre falei ao máximo o que quis dizer,
E sim, sempre acreditei por completo que o amor pode curar.
Talvez essa aqui não seja eu,
Talvez essa que sorri, apenas queira chorar,
Talvez essa força toda que parece existir,
Seja apenas uma forma de criar.
E talvez, tudo o que parece ter,
Seja a mais perfeita vontade de imaginar.
Nunca soube o que um dia quero vir a ser,
Nunca soube a verdadeira razão de amar,
Nunca soube o que uma amizade pode vir a ser,
Nunca soube como é perder a vontade de sonhar.
Embora ainda não esteja pronta,
Embora a razão ainda fale mais alto
Embora o tanto a aprender
Nunca deixarei de ser essa que construí
Sempre pensando em crescer e criar.
O tempo muda e nós sempre mudaremos com o tempo.
Quem quer que seja essa não sou eu.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Busca no Google
Imagine como seria fácil ter todas as respostas para nossas perguntas. Isso me pouparia um grande tempo tentando entender aos outros e a mim, principalmente.
Há quem procure apenas a “tal da felicidade”, mas não encontra. Eita bichinho complicado de se comprar! É, me desculpe, também concordo que felicidade não se compra, mas sim, cultiva. Seria legal ter um jardim de “felicidades” em casa.
Sempre procurei por tudo que me fizesse bem e a continuar de bem com a vida – mas nada como entrar na página do Google e encontrar todas as respostas. Seria tão bom. Como é mesmo aquela frase? Ah, lembrei. “Ta com dúvida? Joga no Google, querido.” Só vê se não se esquece que a “tal da felicidade” não se encontra lá, não, então, siga a vida com coisas boas e vai ser feliz... e quanto ao resto? Bem, é fácil. Joga no Google.
Sábado, 30 de Maio de 2009
A internet e sua armadilha chamada falsidade
Conhecer gente nova pela internet é uma forma excelente, totalmente fácil e auxilia e como nas mentiras. Dois anônimos, carentes de algum tipo de sentimento, buscando algo em outro alguém e aptos a enganarem.
Será que usar a internet para falsificar um perfil, se passar por outro alguém, mentir, mentir e mentir, é por causa da baixa autoestima? Medo de entregar seu verdadeiro eu e deixar cair às máscaras? Seria fácil se tudo fosse perfeito. Seria fácil se todos fossem como o Brad Pitt e a Angelina Jolie; mas não são, cada um tem sua personalidade própria.
A Internet é mesmo uma arma de destruição e também uma arma da salvação. Tem sempre os dois lados. Duas caras que se escondem por diversos fatos. Duas pessoas que por mais que jurem confiança uma a outra, por mais que afirmem se conhecerem a muito tempo, são dois mascarados – desconhecidos perante uma única tela de computador.
Roubam, falsificam, falam, afirmam, dizem que não estão lá, que são apenas eles, ali, do outro lado da tela, vai saber se a máscara pode cair mesmo depois do uso da internet. Sempre haverá dúvidas.
E deixando de lado os contras, a internet vai ser sempre um auxilio de encontros, seus usuários sempre utilizando máscaras a partir do momento que se conectam a ela; mas às vezes isso até funciona e rende lindas histórias de amor.


